sábado, 18 de abril de 2026

Raizes que sustentam

As raízes que nos sustentam, mesmo quando fortes, por vezes se rompem diante das lutas travadas para alcançar aquilo que almejamos. Para que cresçam firmes e consigam sustentar nossa base, é necessário cuidado constante. Nem sempre estamos atentos, nem sempre conseguimos superar os traumas – por isso, precisamos cultivar também momentos leves.

 

Nossos passos desenham nossos caminhos, e nossas lutas revelam nossos ideais. Para que nada seja capaz de nos derrubar, é preciso fortalecer o que nos sustenta, mantendo nossa base integra.

 

Raízes são a nossa estrutura. Somos como uma casa: no início, o concreto dá sustentação à fundação. Em nós, porém, são as raízes o elemento essencial dessa construção. É por meio delas que seguimos erguendo quem somos – fortes, resilientes e capazes de enfrentar as intempéries da vida. 

 

Rita Padoin



sábado, 11 de abril de 2026

O Caminho da Aceitação

“A esperança é a última que morre”, assim ouvimos desde sempre. Durante minha caminhada, entendi que sonhar é bom, ter esperança também; porém, os acontecimentos estão nas mãos de Deus. Queremos, desejamos, mas se Ele não quer, não adianta sonhar. Nosso destino já está traçado. Querendo ou não, precisamos aceitar. E é na aceitação que compreendemos nada nos pertence – nem mesmo nossos desejos.

 

Aceitar faz parte do nosso crescimento e desenvolvimento. Ao aceitar, percebemos que a vida flui naturalmente, sem magoas nem ressentimentos. Nosso peito vibra, e a alma se torna leve. É nessa leveza que a felicidade habita. É ali que tudo encontra seu curso, e passamos a enxergar aquilo que, há muito tempo, não víamos,

 

Somos um misto de emoções e sensações. Por isso, é necessário viver em paz, para que aquilo que a vida tem reservado para nós venha ao nosso encontro. A aceitação é o segredo do nosso crescimento e da nossa felicidade.

 

Rita Padoin

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Entre Olhares e Silêncios

Quando os olhares se comunicam, há uma mistura de imaginação e entendimento. Entre as paredes invisíveis nasce um reconhecimento de alma – um encontro silencioso que mantém, quase aprisionado, aquilo que descobrimos dentro de nós.

 

São histórias vividas que, de alguma forma, se reencontraram no tempo. Não é preciso toque, mas de sentir – conectar-se, entregar-se. Esse sentir é desconhecido e invisível aos olhos alheios, mas para aqueles que se reconhecem, torna-se algo naturalmente visível.

 

Quantas vidas, quantos anos, quantas vivências são necessárias para que esse momento aconteça? Impossível saber.

 

A conexão é sutil. Tão sutil que, se não estivermos preparados, passa despercebida.

 

Por isso, é preciso estar atento – aos acontecimentos, aos encontros, aos sinais do universo. Só assim conseguimos compreender o que, muitas vezes, não se explica...apenas se sente. 

Rita Padoin

segunda-feira, 30 de março de 2026

O Centro do Todo

Há, em algum lugar, uma distância que nos comove. Nem sempre essa distância revela segredos. Às vezes, ela nos mostra verdades nuas e cruas. E, quando isso acontece, somos agraciados com todas as histórias que estavam escondidas e vieram à tona. São segredos que só se revelam a quem tem a curiosidade de compreender o seu significado.

 

Sempre haverá intenção de nos imaginarmos dentro do centro onde o todo se instala. É lá que estão as respostas para as nossas perguntas e interrogações. É no centro do todo que mora a nossa parte faltante. É lá que encontraremos tudo aquilo de que precisávamos.

 

Precisamos enfrentar o medo e seguir adiante. Adentrar esse portal e nos fortalecer para compreender o tudo e o nada.

 

Rita Padoin



quinta-feira, 12 de março de 2026

O Sussurro da Esperança

Entre os vales que me rodeiam e as matas que escondem segredos, estão as minhas esperanças por um lugar ao sol. Entre meus dias e minhas noites, a solidão me acompanha de forma serena. São os meus gritos e as minhas formas de entender que nada veio para ficar — ou para sempre. O tempo sussurra ao meu ombro que meu dia de espera acabou. Que a vida está dentro de um pacote transparente, descansando, mas atenta a tudo.

 

Sou um misto de tantas coisas que, no fim, não entendo quase nada. Não entendo minhas buscas, meus sonhos, minhas loucuras, meu buscar. São verdades dentro de um barril já gasto pelo tempo, mas que continuam verdades, mesmo nuas e cruas. Mesmo que machuquem uns, ensinem outros e deixem muitas dúvidas no ar.

 

O planeta sofre com tantas mudanças drásticas, e eu também sofro por não compreender muitas coisas que acontecem. São acontecimentos que escorrem entre os dedos, e não consigo segurar ou, pelo menos, estabilizar. É mais forte que tudo. Mais forte que eu, que as pessoas ao meu redor e que todos os seres que habitam este planeta.

 

Acredito que seja essa energia no ar — uma energia pesada, proveniente de pensamentos fortes e densos. Só conseguiremos deixar tudo mais leve quando essa leveza retornar para dentro de cada um. Sejamos leves, livres e esperançosos, para tornar tudo ao nosso redor mais luminoso.

 

Rita Padoin

quarta-feira, 4 de março de 2026

Pérolas

Dizem que a pérola sofre até atingir o ápice.
Que a ostra se fecha
e que o grão de areia a incomoda
de uma forma que machuca, dói.

 

Mas ela não desiste.
Permanece firme,
pois compreende seu destino.
Sabe que, num futuro próximo,
vai crescer, transformar-se, evoluir.

 

Assim somos nós.
Passamos por dificuldades, tropeços,
dias de tempestade e silêncio.
E, quando tudo passa,
percebemos o quanto crescemos.

 

Somos pérolas.
Somos lutas.
Somos mulheres que resistem.
Somos vencedoras.

 

Rita Padoin





terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Momentos

Existem momentos inesquecíveis.

Outros, nem tanto.

E ainda aqueles que nos deixam arrasados.

 

Os momentos são os mesmos,

Mas para cada um,

Um novo despertar,

Um novo olhar,

Uma nova oportunidade,

Um novo acontecimento.

 

Momentos são instantes intitulados

Para que vivamos intensamente,

Ou deixamo-los escorrer pelas valas comuns.

Depende apenas da nossa ótica entendê-los

E fazer deles o melhor.

Rita Padoin