sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

TAMBORILAR DA ÁGUA

De repente o céu escureceu e o tempo mudou muito rápido. De um calor que trincava a terra, a uma temperatura amena. Quase frio. As nuvens ficaram densas e o vento cantou mais alto que de costume. A água da chuva está revolta. O vento virou e todas as árvores dançam ao mesmo ritmo, frenético. Parece outono.
 
Da janela apenas observei o bambolear da chuva que batia no chão. Fechei as janelas e não deixei uma única fresta por onde pudesse penetrar o som do vento, o murmúrio das folhas, o gorjear dos pássaros ou o toc toc dos passos passando pela rua.
 
Continuei observando atentamente as mudanças bruscas. A chuva aumentou a sua intensidade e a música que tocava quase não se ouvia. A rua ficou um tapete molhado que formavam ondas em contato com o vento. A grama se levantou para ver o que estava acontecendo.
 
Desliguei a música e apenas fiquei a ouvir o som da água tamborilando sobre a terra...
 
Rita Padoin

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O AMOR

O amor
É como amar
É como o mar
É como o ar
É como o a
É como o
É como
É.....amor enfim!

Rita Padoin

______arte de catrin-welz-stein

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

RENASCIMENTO

Minha eterna caminhada vem de sombras
Cujas noites enfim deleitam meu ser.
Imponderáveis és tu presas imóveis
Sustentam meus amores ocultos.

Renasço dia a dia em cada momento
Reinscrevo minha história perdida
No passado de grandes mistérios
Sou senão os ramos do jardim escondido.

Oh! Poderoso rei das profundezas
Não destrói as cavernas de onde escorrem
As águas límpidas e cristalinas
Habita em mim o líquido transparente.

Rita Padoin

___________arte Salvador_Dali

MINHA EXISTÊNCIA

Se no final da minha existência
Restar-me apenas a minha ansiedade
Perturbar-me-ei ao final de cada dia
E aflita me tornarei enfim.

Se fantasias forem criadas por meios ilícitos
Verdades ocultadas ofuscando meu entender
Dilatarei todas as inverdades desnecessárias
Cultivarei apenas aquilo que florescer.

Se a revolta se abrigar entre as linhas imaginárias
Correrei por entre os campos sem fim
Darei todas as minhas forças e lutarei contra
Monstros que apenas eu mesma criei.

Enfraquecer-se-ia durante as lutas
Persistirei na ânsia de ganhar a batalha
Buscarei apenas o amor pela vida
Assim terei o eterno e belo entender.

Rita Padoin

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

TEMPLO

As grandes colunas mostram a sutileza
Sobre as cores pastéis abrigam a beleza
Do ponto arquitetônico daquele belo lugar
Entre o ponto final e o intervalo restou apenas frieza.

Caminhei por entre os corredores largos e sem fim
E pisei pelos fortes granitos geometricamente desenhados
Limitei-me a olhar firme para uma direção
Buscando encontrar o vazio que ali habitava.

Frente aos arvoredos penetrei sem hesitar
Dei-me com frondosas amoreiras
Colhi-as uma a uma, me deliciei com seu sabor
Doce das vermelhas e apetitosas amoras.

Rita Padoin
https://www.facebook.com/ritapadoinpoeta

__________arte de Felix Mas