Quando os olhares se comunicam, há uma mistura de
imaginação e entendimento. Entre as paredes invisíveis nasce um reconhecimento
de alma – um encontro silencioso que mantém, quase aprisionado, aquilo que descobrimos
dentro de nós.
São histórias vividas que, de alguma forma, se
reencontraram no tempo. Não é preciso toque, mas de sentir – conectar-se,
entregar-se. Esse sentir é desconhecido e invisível aos olhos alheios, mas para
aqueles que se reconhecem, torna-se algo naturalmente visível.
Quantas vidas, quantos anos, quantas vivências são
necessárias para que esse momento aconteça? Impossível saber.
A conexão é sutil. Tão sutil que, se não estivermos
preparados, passa despercebida.
Por isso, é preciso estar atento – aos acontecimentos, aos encontros, aos sinais do universo. Só assim conseguimos compreender o que, muitas vezes, não se explica...apenas se sente.
Rita Padoin

Nenhum comentário:
Postar um comentário