Dizem
que a pérola sofre até atingir o ápice.
Que a ostra se fecha
e que o grão de areia a incomoda
de uma forma que machuca, dói.
Mas
ela não desiste.
Permanece firme,
pois compreende seu destino.
Sabe que, num futuro próximo,
vai crescer, transformar-se, evoluir.
Assim
somos nós.
Passamos por dificuldades, tropeços,
dias de tempestade e silêncio.
E, quando tudo passa,
percebemos o quanto crescemos.
Somos
pérolas.
Somos lutas.
Somos mulheres que resistem.
Somos vencedoras.
Rita Padoin

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