quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Eu Morrer

Quando eu morrer,

Cantem, dancem,

Bebam até cair.

Quero todos bem felizes.

 

Nada de caixão –

Não quero ficar sufocada

Incinerem meu corpo

E me lancem no mar.

 

Toquem violão,

Bateria e pés no chão.

Deem as mãos

E gritem de emoção.

 

Rita Padoin

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Leveza do Amor

Estaria mentindo se dissesse que não acredito no amor

Ele se encontra entre as fissuras estreitas que permite a

Passagem de luz e de ar, variando da profundidade.

Ah! O amor. Sentimento que nos leva ao céu e ao

Inferno em questão de milésimos de segundos.

 

Num piscar de olhos sonhamos acordados

Com uma vida cheia de intensidade

Alguém nos elevando nas asas da emoção

Pesquisamos entre as linhas nossas duvidas

Mas, só o tempo nos dirá se realmente era o amor.

 

Entre altos e baixos vamos seguindo na descoberta

Desse amor que tem se confundido com a paixão.

Só que o amor é leve, livre, solto e paciente

Isto prova que somos desconhecedores de que

O amor é simplesmente a nossa evolução.

 

Rita Padoin




domingo, 11 de janeiro de 2026

Goethe e o Ouro

Brotam os filhos da terra.

Deles nascem os frutos:

Doces como o néctar,

Dourados como o sol.

 

Colhidos no verão escaldante

E adormecidos na escuridão

De uma noite sem fim.

 

Canta, de dentro da garrafa,

A alma do vinho aprisionada –

Bebida dos deuses do Olimpo

Que eternizava a vida.

 

Brindes e risos.

Abraços e aconchegos.

Nostalgias.

 

A poesia líquida é derramada em taças,

Deixando seu brilho

Reluzente como ouro

E o aroma do vinho Goethe.

 

Rita Padoin 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Doce Estação

Esta estação é tão doce! Tão intensa!

Traz a nostalgia de um passado distante.

A chuva que torrencialmente lava a terra,

Lava também as minhas emoções.

 

Caminhas a passos lentos e cabisbaixo.

Trazes nas mãos, flores. No peito, a saudade.

O tempo acompanha revelando todos

Os segredos de um passado distante.

 

Rita Padoin




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Pálida de Espanto

Da janela, contemplo, pálida de espanto,

O céu iluminado, carregado de estrelas.

Ao me deparar com tamanha beleza e inspiração

Cortejo com os astros, como se a ti cortejasse.

 

Relembro, coberta pelo manto escuro da noite,

O mistério que me envolve e me acaricia.

Amorosamente, como se fôssemos amigos íntimos

Buscando acalento e relembrando um passado.

 

Altas horas e os fantasmas me atormentam.

Iludida. Atormentada. Desfaleço entre o caos

E a tórrida lava de um extenso vulcão

Que pertence a um mundo interno e incerto.

 

O muro de silêncio divide dois mundos sepulcrais.

Minhas mãos suadas e trêmulas o empurram,

Sem sucesso. Exausta, reclino e o incerto sentimento

Esvai-se entre a noite e o silêncio da madrugada.

 

Rita Padoin

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Noite Invernal

A lua alta brilha no céu negro.

O vento corta em rajadas intensas.

Sobre os ombros, um xale de lã

Aquecendo a fria noite invernal.

 

Rita Padoin

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A Verdade

A verdade nua e crua vive às margens do caminho

Quantas luas ainda passarão, quantos sóis nascerão.

Quantas vidas serão levadas e quantas ainda virão.

Só o tempo sagrado poderá nos dizer.

 

O caminho estará livre, sempre estará.

Os passos serão lentos e o vento cantará friamente.

Os olhos se abrirão e o medo tomará conta

Do momento e da nossa imaginação.

 

São as verdades nuas e cruas descortinadas

Pelas mãos do homem sofrido que caminha cabisbaixo.

Quantas e quantas noites mal dormidas e

Quantos pesadelos dominaram sua mente.

 

Assim vão passando os dias, as horas e as noites.

Os pesadelos e os sonhos serão levados juntos.

A imaginação e as nossas mãos estendidas

Tentarão buscar e trazer para perto, os sonhos.

 

Rita Padoin