Quando eu morrer,
Cantem, dancem,
Bebam até cair.
Quero todos bem felizes.
Nada de caixão –
Não quero ficar sufocada
Incinerem meu corpo
E me lancem no mar.
Toquem violão,
Bateria e pés no chão.
Deem as mãos
E gritem de emoção.
Rita Padoin
Quando eu morrer,
Cantem, dancem,
Bebam até cair.
Quero todos bem felizes.
Nada de caixão –
Não quero ficar sufocada
Incinerem meu corpo
E me lancem no mar.
Toquem violão,
Bateria e pés no chão.
Deem as mãos
E gritem de emoção.
Rita Padoin
Estaria mentindo se dissesse que não acredito no
amor
Ele se encontra entre as fissuras estreitas que
permite a
Passagem de luz e de ar, variando da profundidade.
Ah! O amor. Sentimento que nos leva ao céu e ao
Inferno em questão de milésimos de segundos.
Num piscar de olhos sonhamos acordados
Com uma vida cheia de intensidade
Alguém nos elevando nas asas da emoção
Pesquisamos entre as linhas nossas duvidas
Mas, só o tempo nos dirá se realmente era o amor.
Entre altos e baixos vamos seguindo na descoberta
Desse amor que tem se confundido com a paixão.
Só que o amor é leve, livre, solto e paciente
Isto prova que somos desconhecedores de que
O amor é simplesmente a nossa evolução.
Rita Padoin
Brotam os filhos da terra.
Deles nascem os frutos:
Doces como o néctar,
Dourados como o sol.
Colhidos no verão escaldante
E adormecidos na escuridão
De uma noite sem fim.
Canta, de dentro da garrafa,
A alma do vinho aprisionada –
Bebida dos deuses do Olimpo
Que eternizava a vida.
Brindes e risos.
Abraços e aconchegos.
Nostalgias.
A poesia líquida é derramada em taças,
Deixando seu brilho
Reluzente como ouro
E o aroma do vinho Goethe.
Rita Padoin
Esta
estação é tão doce! Tão intensa!
Traz
a nostalgia de um passado distante.
A
chuva que torrencialmente lava a terra,
Lava
também as minhas emoções.
Caminhas
a passos lentos e cabisbaixo.
Trazes
nas mãos, flores. No peito, a saudade.
O
tempo acompanha revelando todos
Os
segredos de um passado distante.
Rita
Padoin
Da janela, contemplo, pálida de espanto,
O céu iluminado, carregado de estrelas.
Ao me deparar com tamanha beleza e inspiração
Cortejo com os astros, como se a ti cortejasse.
Relembro, coberta pelo manto escuro da noite,
O mistério que me envolve e me acaricia.
Amorosamente, como se fôssemos amigos íntimos
Buscando acalento e relembrando um passado.
Altas horas e os fantasmas me atormentam.
Iludida. Atormentada. Desfaleço entre o caos
E a tórrida lava de um extenso vulcão
Que pertence a um mundo interno e incerto.
O muro de silêncio divide dois mundos sepulcrais.
Minhas mãos suadas e trêmulas o empurram,
Sem sucesso. Exausta, reclino e o incerto sentimento
Esvai-se entre a noite e o silêncio da madrugada.
Rita Padoin
A lua alta brilha no céu negro.
O
vento corta em rajadas intensas.
Sobre
os ombros, um xale de lã
Aquecendo
a fria noite invernal.
Rita
Padoin
A
verdade nua e crua vive às margens do caminho
Quantas
luas ainda passarão, quantos sóis nascerão.
Quantas
vidas serão levadas e quantas ainda virão.
Só
o tempo sagrado poderá nos dizer.
O
caminho estará livre, sempre estará.
Os
passos serão lentos e o vento cantará friamente.
Os
olhos se abrirão e o medo tomará conta
Do
momento e da nossa imaginação.
São
as verdades nuas e cruas descortinadas
Pelas
mãos do homem sofrido que caminha cabisbaixo.
Quantas
e quantas noites mal dormidas e
Quantos
pesadelos dominaram sua mente.
Assim
vão passando os dias, as horas e as noites.
Os
pesadelos e os sonhos serão levados juntos.
A
imaginação e as nossas mãos estendidas
Tentarão
buscar e trazer para perto, os sonhos.
Rita
Padoin