quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Pálida de Espanto

Da janela, contemplo, pálida de espanto,

O céu iluminado, carregado de estrelas.

Ao me deparar com tamanha beleza e inspiração

Cortejo com os astros, como se a ti cortejasse.

 

Relembro, coberta pelo manto escuro da noite,

O mistério que me envolve e me acaricia.

Amorosamente, como se fôssemos amigos íntimos

Buscando acalento e relembrando um passado.

 

Altas horas e os fantasmas me atormentam.

Iludida. Atormentada. Desfaleço entre o caos

E a tórrida lava de um extenso vulcão

Que pertence a um mundo interno e incerto.

 

O muro de silêncio divide dois mundos sepulcrais.

Minhas mãos suadas e trêmulas o empurram,

Sem sucesso. Exausta, reclino e o incerto sentimento

Esvai-se entre a noite e o silêncio da madrugada.

 

Rita Padoin

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