domingo, 11 de janeiro de 2026

Goethe e o Ouro

Brotam os filhos da terra.

Deles nascem os frutos:

Doces como o néctar,

Dourados como o sol.

 

Colhidos no verão escaldante

E adormecidos na escuridão

De uma noite sem fim.

 

Canta, de dentro da garrafa,

A alma do vinho aprisionada –

Bebida dos deuses do Olimpo

Que eternizava a vida.

 

Brindes e risos.

Abraços e aconchegos.

Nostalgias.

 

A poesia líquida é derramada em taças,

Deixando seu brilho

Reluzente como ouro

E o aroma do vinho Goethe.

 

Rita Padoin 



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