Sejais como o outono
Apesar do amarelar das folhas das árvores
E a queda da temperatura
A luz do poente se iguala a sua cor
E o crepúsculo como uma benção despede-se
Os ipês adormecem sobre as mãos
Da sombra do outono que acaricia seu dorso
Entre os pinheiros que balançam
Com o cantar dos ventos sul
Entre as colinas por detrás das montanhas
Sejais como o inverno
Apesar das névoas tristes
O vento frio agitar as folhas
Os pássaros com sua orquestra
Gorjeiam com sua sinfonia
A anciã cobre seu rosto escondendo
A idade avançada que através das rugas
Mostram a sua longa caminhada
Por entre os vales alvos e distantes
Que o inverno cobriu-o intensamente
Sejais como a primavera
Que em tempo de intempéries
As flores não deixam de florir
E seu balsamo perfumar e Inspirar
Os olhares apreciadores dos enamorados.
Sejais como o verão
Mesmo o sol aparecendo em demasia e
As árvores permanecendo imóveis
O sorriso das crianças quebra
O candente do verão que reina no momento
O mar não dorme enquanto passa as estações
Permanece vigilante enquanto o navio
Cruza as linhas do horizonte
A noite se encolhe de frio
E o vento ruge deixando as águas serenas...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Espelho...Rita Padoin
Mergulhei no sono eterno da alma
Vi-me refletida no espelho moldurado
Em madeira entalhada ao molde europeu
Pendurado na parede branca e fria
Analisei o espelho e eu
De pé na sua frente procurei
Respostas para as perguntas
Que eu mesma formulei
Meu rosto empalideceu
Moldado pelo efêmero modelo
Que me fizeram usar
Arranquei-o junto com toda tristeza e pranto
No chão espatifou-se a máscara fria
Vi meu rosto no chão em vários pedaços
Olhei-me no espelho novamente
Eu estava lá diante dele
Só a máscara caiu...
Vi-me refletida no espelho moldurado
Em madeira entalhada ao molde europeu
Pendurado na parede branca e fria
Analisei o espelho e eu
De pé na sua frente procurei
Respostas para as perguntas
Que eu mesma formulei
Meu rosto empalideceu
Moldado pelo efêmero modelo
Que me fizeram usar
Arranquei-o junto com toda tristeza e pranto
No chão espatifou-se a máscara fria
Vi meu rosto no chão em vários pedaços
Olhei-me no espelho novamente
Eu estava lá diante dele
Só a máscara caiu...
quinta-feira, 5 de abril de 2012
ÁGUA DE CACHOEIRA
A água lava o corpo, a água lava a pedra
Verte em súplica a cachoeira
Limpando as impurezas da alma
Em deleite o corpo entrega-se
O vento contempla o destino da água
Que desce verticalmente
Encortinando os segredos escondidos
No seio da mãe natureza
A cachoeira tem o mistério que não sei revelar
Só sei que verte água para lavar, água para benzer
O corpo que está deitado, o corpo que é injustiçado
A cachoeira lava o pecado derramado...
Rita Padoin
Verte em súplica a cachoeira
Limpando as impurezas da alma
Em deleite o corpo entrega-se
O vento contempla o destino da água
Que desce verticalmente
Encortinando os segredos escondidos
No seio da mãe natureza
A cachoeira tem o mistério que não sei revelar
Só sei que verte água para lavar, água para benzer
O corpo que está deitado, o corpo que é injustiçado
A cachoeira lava o pecado derramado...
Rita Padoin
quinta-feira, 8 de março de 2012
Quietude...Rita Padoin
O dia findou-se
E a quietude da noite aproxima-se
Ao longe no infinito céu a lua surge
Os olhos estrelares observa-a
Ouça o grito do silencio
Por vezes o canto da coruja
Espalha o medo da noite negra
Com seus olhos observadores
Não tenha medo meu amado
Cobrir-te-ei com meus braços
O silencio acalmará teu peito
Acobertando todos os teus segredos
Não tenhas medo
Prometo no aconchego dos meus braços
Acalmar teu peito arfante
Que guarda todos os teus sonhos perdidos...
E a quietude da noite aproxima-se
Ao longe no infinito céu a lua surge
Os olhos estrelares observa-a
Ouça o grito do silencio
Por vezes o canto da coruja
Espalha o medo da noite negra
Com seus olhos observadores
Não tenha medo meu amado
Cobrir-te-ei com meus braços
O silencio acalmará teu peito
Acobertando todos os teus segredos
Não tenhas medo
Prometo no aconchego dos meus braços
Acalmar teu peito arfante
Que guarda todos os teus sonhos perdidos...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Aquieta-te...Rita Padoin
Aquieta-te, coração,
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti
Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...
Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.
Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.
Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti
Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...
Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.
Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.
Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...
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