sábado, 1 de agosto de 2026
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sexta-feira, 24 de julho de 2026
O Carrocel do Tempo
A vida é
muito curta, e o tempo passa depressa demais. Tão depressa que nem conseguimos
acompanhá-lo. Ele corre diante de nós como um carrossel – uma grande peça
circular que gira em torno de um eixo vertical – e nós, os expectadores. Assim
é a vida: um carrossel em movimento constante.
Passamos
pelo tempo como passamos pela vida; sem perceber. Caminhamos pela mesma rua
todos os dias e nem notamos a rua. Não observamos a vida, nem a beleza que está
ao nosso redor – esse é o nosso maior problema.
Tudo
está ali, mudando a cada segundo, e não nos damos conta. Há transformação
continuamente: tudo nasce, cresce, floresce, vive e morre a cada estação, e
ainda assim não sentimos. Não sentimos porque estamos alheios ao que acontece à
nossa volta. Vemos, mas não enxergamos.
Creio
que chegou o momento de acordar e fazer tudo diferente. Ver o mundo sob outro
ângulo, outra perspectiva. Olhar para cima, para os lados, e até para trás, de
vez em quando. Abrir os braços para o infinito e deixar que ele nos abrace.
Criar
novos hábitos. Fugir do trivial. Cantar alto. Ouvir músicas diferentes daquelas
a que estamos acostumados. Caminhar todos os dias. Caminhar por outras ruas,
mudar o trajeto. Caminhar faz bem para o corpo e para a alma. E a alma
necessita de ar puro, de paz, de harmonia e de silêncio.
Sinta o
perfume suave das flores. A brisa acariciando o rosto. O canto dos pássaros. As
folhas caindo. O som do vento. Ouça o mundo falando. Ele se move, sussurra,
tenta nos despertar desse pequeno mundo em que nos encolhemos.
Sejamos
ousados, ao menos de vez em quando. Vamos amar muitas e muitas vezes. Sonhar
alto. Fazer novas amizades. Conhecer pessoas. Conhecer pessoas é ampliar o
mundo dentro de nós.
Fazer
críticas construtivas. Abrir novos horizontes. Buscar o prazeroso, o
improvável, talvez até o que muitos consideram impossível. Viver a “loucura
boa” que sempre desejamos e que o medo tantas vezes nos fez adiar.
Ler
muito. Ler nos leva para longe, para dentro, para fora, para mundos
desconhecidos. Ler nos apresenta novas culturas, novos povos, exercita nossa
memória, nossa atenção e nossos pensamentos.
Acordar
cedo. Sentir o silêncio da manhã, o orvalho, o frescor, o canto dos pássaros.
Deixar a paz entrar no coração. Apreciar o nascer do sol. Fechar os olhos e
permitir que o mundo nos conduza.
Lembre-se: a vida nos chama para vivermos
cada minuto.
Rita Padoin
Do Livro "As Musas do Vale"
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Oportunidades
Dei
oportunidades a todas as pessoas que cruzaram o meu caminho. Nem todas compreenderam
o propósito da minha presença em suas vidas, tampouco o processo que
compartilhamos.
As
oportunidades foram oferecidas. Os sinais foram enviados. Se não souberam
reconhecê-los, seguirão à procura daquilo que jamais encontrarão, porque certas
oportunidades não se repetem e alguns encontros acontecem apenas uma vez.
Rita
Padoin
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Mulher e Enigma
Sou uma mulher que a vida ensinou a dar valor às
pequenas coisas. Talvez pela educação que recebi, talvez por morar numa cidade
pequena, talvez porque não tive tantas oportunidades como as de hoje, ou talvez
porque já nasci com este olhar que crê nas belezas que a natureza oferece.
Sou uma mulher cujo semblante quer dizer muitas
coisas. No olhar há um livro a ser decifrado, cada página uma história, cada
linha um segredo. Assim sou eu, cheia de enigmas como qualquer ser humano que
tem dentro da caixa seus segredos.
Sou uma mulher que, às vezes, se sente tão adulta que
leva no ombro o mundo inteiro e, outras vezes, tão frágil quanto uma criança
que ainda brinca de ser feliz.
Assim sou eu: às vezes uma criança, outras vezes mulher.
Rita Padoin
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Cadê
Cadê a primavera
que traz as flores
E ornamenta os
caminhos íngremes?
Fugiram-me as
palavras que formam
As frases
rebuscadas e adornam
Os poemas
esboçados e ofertados.
Cadê as flores
pomposas e multicoloridas
Que brotam das
fendas da terra?
Imerecidamente
suportei ao ver-te,
Tão pálido e
triste, dentro do contexto
Universal ao qual
nasceste.
De forma similar,
vieste provar o encanto,
Saborear o mel
que, em outras primaveras,
O néctar das
flores ofereceu aos deuses.
Indignamente
foste, sem ao menos olhar
As lindas manhãs
de uma primavera.
Rita Padoin
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Publicação de Livros autorais de Rita Padoin
Medo, palavra pequena
Porque esta palavra tão pequena e simples nos dá tanto temor? Tanta angústia? Por que vivemos rodeadas diariamente de medos e inseguranças?
Tudo que é novo para nós, gera expectativas, inseguranças, medos e angústias, não estamos acostumados e preparados para as mudanças e isso nos põe em reflexão sobre muitas coisas que a vida sugere ou coloca no nosso caminho para ver se conseguimos e temos a coragem de enfrentá-la ou não.
Enfrentar o novo nos deixa reflexivos e com muitos pontos de interrogações: Como será? O que nos espera? O que têm lá na frente nos aguardando? Será que estamos preparados para isso? Será que é o melhor?
Pois é, somos humanos e como seres humanos, fraquejamos e nos sentimos inertes a maioria das vezes. No caminho sempre encontraremos dificuldades e tropeços, não adianta fugirmos do que o destino já traçou, sabemos disso, só que fazemos questão de não lembrar, pulamos sempre esta parte...risos porque buscamos a perfeição.
Buscamos aquilo que nos faz bem, aquilo que chamamos de felicidade, esta corrida pela busca da felicidade exterior faz de nós marionetes da vida.
Quando nos damos conta o medo tomou conta de nós, não era para termos medo, a vida é tão simples, está aí pra gente viver, tudo foi nos dado de graça, então porque sofremos tanto?
Como diz Buda, sofremos porque desejamos, se contermos o desejo com certeza não teremos sofrimento e com isso o medo deixará de nos perseguir.
Rita Padoin

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