Sou uma mulher que a vida ensinou a dar valor às
pequenas coisas. Talvez pela educação que recebi, talvez por morar numa cidade
pequena, talvez porque não tive tantas oportunidades como as de hoje, ou talvez
porque já nasci com este olhar que crê nas belezas que a natureza oferece.
Sou uma mulher cujo semblante quer dizer muitas
coisas. No olhar há um livro a ser decifrado, cada página uma história, cada
linha um segredo. Assim sou eu, cheia de enigmas como qualquer ser humano que
tem dentro da caixa seus segredos.
Sou uma mulher que, às vezes, se sente tão adulta que
leva no ombro o mundo inteiro e, outras vezes, tão frágil quanto uma criança
que ainda brinca de ser feliz.
Assim sou eu: às vezes uma criança, outras vezes mulher.
Rita Padoin

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