Cadê a primavera
que traz as flores
E ornamenta os
caminhos íngremes?
Fugiram-me as
palavras que formam
As frases
rebuscadas e adornam
Os poemas
esboçados e ofertados.
Cadê as flores
pomposas e multicoloridas
Que brotam das
fendas da terra?
Imerecidamente
suportei ao ver-te,
Tão pálido e
triste, dentro do contexto
Universal ao qual
nasceste.
De forma similar,
vieste provar o encanto,
Saborear o mel
que, em outras primaveras,
O néctar das
flores ofereceu aos deuses.
Indignamente
foste, sem ao menos olhar
As lindas manhãs
de uma primavera.
Rita Padoin

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