segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cadê

Cadê a primavera que traz as flores

E ornamenta os caminhos íngremes?

Fugiram-me as palavras que formam

As frases rebuscadas e adornam

Os poemas esboçados e ofertados.

 

Cadê as flores pomposas e multicoloridas

Que brotam das fendas da terra?

Imerecidamente suportei ao ver-te,

Tão pálido e triste, dentro do contexto

Universal ao qual nasceste.

 

De forma similar, vieste provar o encanto,

Saborear o mel que, em outras primaveras,

O néctar das flores ofereceu aos deuses.

Indignamente foste, sem ao menos olhar

As lindas manhãs de uma primavera.

 

Rita Padoin



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