No dia 26 de março, participei como Escritora convidada do Projeto “Cinema Itinerante em Escola Pública”, em formato de um fulldome, idealizado pela Professora Sandreia Heleodoro, na Escola Básica Melchiades B. Espindola, no Município de Balneário Rincão. Foi uma experiência simplesmente mágica. Tive o privilégio de conhecer o projeto e participar de rodas de conversas com alunos para debate acerca dessa inovação para a escola, que é o cinema em formato côncavo para exibição em tela meia cúpula.
quinta-feira, 28 de março de 2024
Rodas de Conversas
sábado, 23 de março de 2024
Ponto de Equilíbrio
Quando preciso dizer algo, divago pelos campos sem
fim. Sem sombra de dúvida esse campo vai ter muito a me dizer. E no silêncio do
momento há uma voz que grita. Um soluço que engasga. Uma indicação do meu
destino. Vivo de pequenos momentos. Para uns, pode ser pouco, mas para mim é o
suficiente.
Sou uma mistura de vários temperos. Às vezes me
perco no meio de tantos aromas. Tantos sabores e dissabores. Noutras me sinto
como se eu estivesse em uma gangorra num parque de diversões tentando me
equilibrar. Meus passos se tornam pesados. Meu intelecto aguçado me segura firme
dizendo que há uma dualidade me equilibrando desses impasses. Caminho então lentamente
nessa direção que me leva a um ponto que desconheço. Um ponto de certezas. Um
ponto de equilíbrio. Um ponto de luz.
Quero ter no meio disto tudo, o ponto estratégico. A
segurança. A disciplina. A ordem. Sei que a dificuldade vem a todo momento. Ela
pesa na balança do tempo. Sou a coragem misturada com o medo de atravessar e
seguir em frente. Uma força me diz que serei o que eu quiser se vestir a força
e deixar escorrer entre meus dedos o medo.
Aprendi a lição que é vivendo um dia de cada vez que
consigo me achar. Aprendi lembrando de que eu sou o meu presente e que
conseguirei enfrentar as tempestades sozinha. Aprendi que viver é isto, um mar
de emoções. Um vendaval de incertezas. Um terremoto de devastações e incertezas,
trazendo com ele, a paz depois. Aprendi tanta coisa que desaprendi a ser quem
eu era e renasci.
Rita Padoin
Escritora
quinta-feira, 21 de março de 2024
21 de Março - Dia da Poesia
Cai a Tarde
Cai a tarde e o céu arde em chamas.
Entre nuvens espessas o sol se despede.
Os olhares se cruzam e pelos caminhos
Longos e silenciosos, a paz reina.
A noite surge lentamente entre os arvoredos
Longos e retilíneos. Morrem as horas, os nós
E as loucuras. O tempo cavalga apressadamente
Em seu cavalo alado sem olhar para trás.
Assim, o momento vai se desfazendo aos poucos.
Sem percebermos, toda aquela plenitude e
Encantamento vai se dissipando.
Resta apenas a lembrança de um dia especial.
Rita
Padoin
domingo, 10 de março de 2024
Picância
O paladar sentiu quando o vinho escorreu
Pelos botões gustativos uma picância.
O sentimento se elevou atraindo as fortes emoções
Descartando aos poucos as desilusões e
Entregando apenas o dulçor da fruta dos deuses.
Rita Padoin
sábado, 2 de março de 2024
Vivo de Urgências
Vivo de urgências
Uma a uma.
Todas de formas diferentes
De um tempo corrido. Um tempo único
Sem a louca e alucinada vida.
Vivo de urgências
Com o mundo todinho dentro de mim.
Uma sensação intensa!
Brutalmente intensa.
Meus órgãos chegam a se movimentar.
Vivo de urgências
Urgências que abrem caminhos
Levam as dores embora
Acodem minhas indecisões
Limitam meus passos indesejáveis
Vivo de urgências
Urgências de abraços
De beijos amigáveis
De carinhos intermináveis
E loucuras adoráveis.
Rita Padoin
sábado, 24 de fevereiro de 2024
Incomodações Alheias
Quando eu era jovem
Minha pele era rósea
Meus cabelos, castanhos e ondulados
Tinham um brilho intenso.
Quando a luz refletia, pareciam fios de ouro
Caindo em cascatas.
Meu rosto tinha um formato oval
Era bonito, romântico e meio sensual.
Mas, meu corpo era de um magro esquelético
Aparecia apenas os ossos e nada mais
Usavam várias linguagens para os apelidos
Sentia-me envergonhada e sem jeito
Escondia-me entre a sombra do amanhã
E nas minhas invisíveis asas angelicais.
Sem sombra de dúvida ficaram marcas profundas
Dilaceraram meu íntimo e cuspiram no meu brio.
Hoje, restaram ainda marcas daquela época
Porém, joguei no vácuo e vivo sem lembrar dessas
Pequenas e intoleráveis incomodações alheias.
Rita Padoin
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
Pessoas
Pessoas vem e vão.
As que ficam,
Deixam um perfume.
Um aroma adocicado.
As que vão deixam um pedaço seu e
Levam um pedaço de nós.
Das que vão fica a saudade de um dia
Ter vivido intensamente.
As que ficam, nos embalam
Nos abraçam e nos aconchegam.
Assim, são as pessoas que passam por nós.
Rita Padoin









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