sexta-feira, 16 de setembro de 2022

O Que eu Busco...

O que eu busco

Vai além da carne

Vai além do céu

Vai além do mar

Vai além de tudo

O que está além.

Rita Padoin





quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Permita-te...

Permita-te ir quando as coisas não saírem do jeito que esperavas. Permita-te ir quando o teu esforço não valer mais a pena. Permita-te ir quando o teu amor for maior do que o recebido. Mesmo amando, te ame muito mais e permita-te ir. Permita-te gritar aos quatro ventos quando teu peito não mais aguentar. Permita-te ser quem és. Permita-te ser o que quiseres. Permita-te apenas. Rita Padoin




sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Onde há Amor...

Onde há amor, há harmonia. Há equilíbrio. Há vida. Os encaixes são como o de um quebra-cabeças. As peles combinam. Os toques, os abraços e os beijos são envoltos por um manto aquecido. Quando existe amor, existe laço. E ao término de uma relação se o amor estiver presente, ele não morre, retorna. Se não há o retorno, vai tornando-se morna, quase fria aquela relação que parecia eterna. Na verdade, o amor é para estreitar laços, mas o laço vai se desfazendo, restando apenas um fio esticado sem nenhuma serventia. Quando na verdade, o amor é para ser partilhado, envolvido e eterno. Se não existe amor, não existe laço.

Rita Padoin

domingo, 28 de agosto de 2022

"Asas"

Simples Assim...

Às vezes nos perguntamos:

Por que as pessoas têm memórias curtas? Ou melhor, Por que elas se esquecem os bons momentos que passaram e viveram com as outras pessoas? Estas perguntas servem de reflexão sobre o que acontecem diariamente nos relacionamentos, sejam eles, amorosos ou não.

As pessoas passam um período (longo ou curto) de suas vidas com outras, dedicam seu tempo, compartilham sua vidas, suas vontades, seus desejos, seus sonhos e as vezes até seus segredos. Acabam vivendo uma outra vida, deixando muitas vezes as suas de lado. Seguem outros caminhos, o que não eram os delas, mas acabam se adaptando e se adequando àqueles caminhos, àquelas vidas, àquelas pessoas e àqueles momentos. Até porque acabam virando uma família. Não de sangue, mas de afetos, de carinhos, de amores, de lutas e principalmente de união entre eles. E de uma hora para outra tudo acaba e evapora como num passe de mágica. Elas olham para trás e pensam: Espera aí, como assim acabou? Assim, de uma hora para outra? Os dias passam, entram os meses e nem um “oi”, ou um “como estás”? Ou “o que aconteceu”? “Estás bem”? Nada. Nenhum telefonema. Nenhuma mensagem. Nenhum ruído. Nenhum sinal. As pessoas que se dedicaram tanto, passaram a ser invisíveis. Um nada para aquelas pessoas. Tudo se tornou frio! Sem emoção! Vazio! Foi aí que chegaram a uma triste conclusão: Aquelas pessoas que elas consideravam sua família haviam se esquecido delas. Simplesmente apagaram-nas de suas vidas como se fossem um desenho feito a lápis, que com uma simples borracha apagaram-nas de suas vidas e deixaram aquela página em branco. Simples assim. 

Rita Padoin



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Perguntaram-me

Não te cansas de ficar ai escrevendo? Respondi subitamente: Não. Muito pelo contrário. A escrita me alimenta. Deixa-me feliz e leve. Tenho a impressão de que flutuo. Só meu espírito fica em evidência. Se eu não tivesse a escrita eu já estaria morta, mesmo estando viva. Agradeço a Deus pelo dom que me foi concedido. Ainda bem que eu e a escrita nos encontramos no meio do caminho. 

Rita Padoin




terça-feira, 16 de agosto de 2022

Céu de Janeiro

Oh! Céu de janeiro.

Tens o poder de abrir as portas.

Tens o dom de me elevar.

Sou teu início de consagração

E o fim para a elevação.

Em poucas horas me distraio.

Em pouco tempo me entrego

De corpo, alma e espírito.

Rita Padoin