segunda-feira, 18 de julho de 2016
COMPARO-TE INVERNO
Comparo-te inverno, com as brancas e límpidas pétalas.
Comparo-te, com a estação sem cor. Com as águas serenas.
Comparo-te, com o silêncio. Quieto, intenso e nostálgico.
Comparo-te, com a cor. Branca, pálida e transparente.
Ah! inverno, trazes nostálgicas lembranças de um passado
Que ficou guardado a sete chaves, de um tempo esquecido.
Tão branco, tão leve e tão suave como as nuvens do céu
Tão insensível e intempestivo, como o vulcão em plena
erupção.
Comparo-te inverno, com a magia do vento. Forte e intenso.
Comparo-te, com o tempo. Sensível e abrasador.
Comparo-te, com a manhã. Silenciosa e delicada.
Comparo-te, com o poder, a loucura e a insensatez.
Ah! inverno, quando resolves aparecer sem avisar
Derrubas paredes invisíveis. O dia se torna noite e a noite
se torna única.
A tempestade faz reverências e se vai sem nenhum aceno.
Vens e trazes contigo o imprevisível e o improvável.
Comparo-te inverno, com a imaginação...
Rita Padoin
domingo, 12 de junho de 2016
LEMBRANÇAS PASSADAS
Na palma das mãos, o
passado, o presente e um futuro incerto.
Símbolos de sonhos, de
lutas, de esperas. Nos olhos, a esperança.
Nos lábios, um sorriso
esperançoso. Uma vida vivida.
Uma espera. Um lugar
desconhecido, sonhos e mágicos momentos.
Um amontoado de ferro
nas mãos. Entre os dedos trêmulos, uma espera
Uma luta vencida. Um
recomeço. Uma vida nova. Um despertar.
No esquecimento, apenas
o passado vivido.
Nos meus pensamentos,
você. Momentos desconhecidos.
Minhas mãos frias de um
inverno rigoroso
Ainda conseguem segurar
o passado.
Olho pausadamente e
nada restou para lembrar.
Apenas a máscara
pendurada no chaveiro.
Rita Padoin
quinta-feira, 12 de maio de 2016
SER EU
Eu quero ser Eu
Mesmo que a vida
arranque de cada minuto
Um pouco da minha
sensatez
Eu quero ser Eu
Hoje, amanhã e sempre
Nesta e noutra vida
E em tantas e tantas
outras que porventura eu possa passar
Eu quero ser sempre
assim
Não quero mudar
Apenas evoluir
Crescer
E ter a plena certeza
de que o amanhã
Virá a qualquer momento
Mas o hoje, é o
presente
É o que eu posso
agarrar
Eu quero ser Eu
Assim, sem tirar e nem
por
Exatamente assim.
Rita Padoin
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domingo, 3 de abril de 2016
CAMINHO DESCONHECIDO
O
vento bateu na janela,
Forte,
abrasador e ameaçador
Despertou-me
e me levou pelos braços.
Mostrou-me
um caminho desconhecido
Cheio
de encruzilhadas,
Esquinas,
Ruelas
e
Desvios.
Ondulou
meus pensamentos.
Trouxe-me
a brisa,
Acariciou
as fantasias.
Despertou
o que estava adormecido
Segui
minha rota sem olhar para trás.
Rita Padoin
domingo, 20 de março de 2016
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