O dia findou-se
E a quietude da noite aproxima-se
Ao longe no infinito céu a lua surge
Os olhos estrelares observa-a
Ouça o grito do silencio
Por vezes o canto da coruja
Espalha o medo da noite negra
Com seus olhos observadores
Não tenha medo meu amado
Cobrir-te-ei com meus braços
O silencio acalmará teu peito
Acobertando todos os teus segredos
Não tenhas medo
Prometo no aconchego dos meus braços
Acalmar teu peito arfante
Que guarda todos os teus sonhos perdidos...
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Aquieta-te...Rita Padoin
Aquieta-te, coração,
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti
Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...
Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.
Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.
Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti
Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...
Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.
Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.
Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Saudade...Rita Padoin
Oh! Saudade!!!
Que dilacera esse coração vermelho escarlate,
O amor escorre deste peito apaixonado
A alma voa em busca do teu paradeiro
Compartilho meus segredos
Choro minhas incertezas
No colo da tua certeza...
Oh! Saudade!!!
Que invade minha alma
Como um veneno, que lentamente
Injeta a toxina na corrente sanguinea
Apoderando-se dos meus desejos
Afogando-me nos teus beijos...
Que dilacera esse coração vermelho escarlate,
O amor escorre deste peito apaixonado
A alma voa em busca do teu paradeiro
Compartilho meus segredos
Choro minhas incertezas
No colo da tua certeza...
Oh! Saudade!!!
Que invade minha alma
Como um veneno, que lentamente
Injeta a toxina na corrente sanguinea
Apoderando-se dos meus desejos
Afogando-me nos teus beijos...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
20 de Outubro Dia do Poeta
Quero deixar aqui a minha homenagem em especial ao Poeta MARIO QUINTANA. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida.
Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, Porto Alegre, de onde foi despejado quando o jornal Correio ......do Povo encerrou suas atividades e Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto.
O comentarista esportivo e ex-jogador da seleção Paulo Roberto Falcão cedeu a ele um dos quartos do Hotel Royal, de sua propriedade.
A uma amiga que achou pequeno o quarto, Quintana disse: "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas".
Por isso a minha homenagem...me emociono sempre quando leio sobre a vida dele.
DEDICATÓRIA, Mário Quintana
Quem foi que disse que eu escrevo para as elites?
Quem foi que disse que eu escrevo para o bas-fond?
Eu escrevo para a Maria de Todo o Dia.
Eu escrevo para o João Cara de Pão.
Para você, que está com este jornal na mão...
E de súbito descobre que a única novidade é a poesia,
O resto não passa de crônica policial – social – política.
E os jornais sempre proclamam que “a situação é crítica”!
Mas eu escrevo é para o João e a Maria.
Que quase sempre estão em situação crítica!
E por isso as minhas palavras são quotidianas como o pão nosso de cada dia.
E a minha poesia é natural e simples como a água bebida na concha da mão.
In A cor do invisível, Globo, 1989, p. 26.
Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, Porto Alegre, de onde foi despejado quando o jornal Correio ......do Povo encerrou suas atividades e Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto.
O comentarista esportivo e ex-jogador da seleção Paulo Roberto Falcão cedeu a ele um dos quartos do Hotel Royal, de sua propriedade.
A uma amiga que achou pequeno o quarto, Quintana disse: "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas".
Por isso a minha homenagem...me emociono sempre quando leio sobre a vida dele.
DEDICATÓRIA, Mário Quintana
Quem foi que disse que eu escrevo para as elites?
Quem foi que disse que eu escrevo para o bas-fond?
Eu escrevo para a Maria de Todo o Dia.
Eu escrevo para o João Cara de Pão.
Para você, que está com este jornal na mão...
E de súbito descobre que a única novidade é a poesia,
O resto não passa de crônica policial – social – política.
E os jornais sempre proclamam que “a situação é crítica”!
Mas eu escrevo é para o João e a Maria.
Que quase sempre estão em situação crítica!
E por isso as minhas palavras são quotidianas como o pão nosso de cada dia.
E a minha poesia é natural e simples como a água bebida na concha da mão.
In A cor do invisível, Globo, 1989, p. 26.
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