terça-feira, 10 de setembro de 2024

Concurso de Poesia

10º Concurso de Poesia realizado pela Biblioteca Lydia Frayze, do Município de Ourinhos – SP, com o poema “O Rio”. Tirei o 3º lugar na categoria 4.

Uma homenagem ao rio que corta a cidade de Urussanga. Passando fiquei observando o seu curso e a sua coloração, saiu a inspiração. Abaixo o poema.

O Rio

O rio que corta a pitoresca cidade interiorana
Segue solitário entre as curvas e trajetos íngremes
E se desfaz, como tantos outros, no mar.
Enquanto o rio transita, a cidade segue sua vida
Como se o rio não existisse e nem lhe pertencesse.

Durante seu percurso, os cidadãos seguem suas vidas
Sem olhar com carinho e cuidado, como deve ser.
Lixos são jogados diariamente sem a mínima noção.
Assim, ele vai morrendo aos poucos sem ser notado.
Ouço seus lamentos e sua dor.

Sem o devido cuidado, sua coloração vai mudando,
Deixando de ser quem ele é: límpido e vivo.
O rio e vários de seus afluentes estão em piores situações.
Morrendo dia-a-dia sem qualquer proteção.
Água de boa qualidade deve ser incolor, insípida e inodora.

Precisamos amar os rios e seus afluentes.
É hora de agir, pois o risco de escassez é grande.
Há um chamamento. Um lamento para a população
Se mobilizar em prol da sua conservação e dos recursos
Hídricos ou morreremos junto com o rio.

Rita Padoin
Escritora

sábado, 7 de setembro de 2024

As Alegrias

As alegrias vêm e vão

Só a saudade fica.

Ela entranha na nossa pele

E só nos deixa quando permitimos.

Alegrias são momentos

Saudades alimento.

A vida caminha e se não acompanhamos

Vamos ficando e nem nos damos conta

De que a porta se fechou.

O olhar tem que estar atento.

As alegrias estão dentro de nós

Cada qual com sua mensagem

Com sua abordagem e

As suas aprendizagens.

Vivemos o hoje!

O momento.

As horas.

Os minutos

E os segundos

Porque a vida segue sem olhar para trás.

 

Rita Padoin

domingo, 1 de setembro de 2024

Nosso Papel

Verdades sobre nós, ficam estampadas. É como se um filme estivesse passando para todos assistirem. Somos assim, visíveis. Por isto, acabamos deixando transparecer tudo aquilo que não queríamos e que na verdade as pessoas de fora acabaram percebendo e nós não. Vivemos sobre tetos de vidro. Pisamos levemente com medo dele se quebrar e nos machucar, mas já estávamos machucados antes de pisar nele.

Nosso papel sempre se inverte. Um papel fundamental que leva por um caminho desconhecido. Caminhamos e não percebemos, pois estamos desgovernados. É como se um trem saísse dos trilhos e não conseguíssemos controlar. Não tem o que se fazer se não estamos atentos. Dirigir nossa vida, é como dirigir um trem, por exemplo. Precisamos de atenção. Atenção redobrada, pois qualquer descuido, podemos sair dos trilhos.

A vida é assim. Não nos mostra os caminhos, ela nos dá os caminhos. E temos que saber trilhar com sabedoria e entender que encontraremos muitas dificuldades. É por isto que acabamos nos machucando e aquele teto de vidro quebrando. Saber que as dificuldades fazem parte da nossa caminhada é fundamental e vai nos ajudar a trilhar com mais discernimento. A vida nos dá a possibilidade de trilhar com convicção e saber que temos esse poder. Vai de nós entender o seu propósito.

          Esse é o nosso papel aqui. Entender, aceitar, desapegar e trilhar com sabedoria. Daqui nada levamos, mas enquanto estivermos aqui, temos o dever de viver em prol de um bem maior.

 

Rita Padoin

sábado, 24 de agosto de 2024

Palestra no Paraíso da Criança

Uma tarde de sábado chuvosa, fria e cinza, mas o calor humano deixou o ambiente aquecido, colorido e poético.

Como o nome já diz “Paraíso”, um lugar de boas energias e receptividade. Quando nos deparamos com uma equipe unida e que recebe de portas abertas uma ideia, só podemos bater palmas.

Hoje, dia 24/08/2024, dei uma palestra no Paraíso da Criança sobre “Poesia”. Foi um momento único e especial.

Gratidão ao Presidente Jose Elson Bittencourt, a Francine Maito Oliveira e toda a equipe daquela instituição pelo acolhimento, oportunidade e carinho. 






segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Gestos e Palavras

O perfil da natureza humana é demonstrar amor através de gestos e as palavras acabam ficando engavetadas. E nesta gaveta morre o alfabeto. Morre a espera por uma única palavra. Cada letra que se encaixa lado a lado e acaba formando uma palavra, se desfaz completamente. Assim, morre o sonho daquele que esperou em vão por não compreender que às vezes os gestos complementam o amor. 

Rita Padoin

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Felicidade

Felicidade, quando chega,
Chega sem avisar
Acorda os passarinhos
E cedo começam a cantar
Avisam que o amor chegou
Muda tudo ao redor
A moça se alegra
A tristeza vai embora
O coração bate forte
Levando os dissabores
A porta se fecha
Deixando a tristeza lá fora.



quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Melhor Deixar Pra Lá

Tem dias que não precisamos de nada. Nem de um abraço apertado. Nem de um papo amigo. Nem daquela torta deliciosa que tanto amamos. Estamos tão bem, tão leves, que sozinhos somos autossuficientes. Tem dias que apenas o sol nos aquecendo já é tão caloroso que nada mais importa.

Quando estamos bem, até aqueles trabalhos que não gostamos, passam a ter um outro significado. Como uma limpeza na casa ou uma limpeza nas gavetas que já estavam entupidas de coisas inúteis e nem nos dávamos conta. Como aquelas roupas velhas ou aqueles sapatos que temos pena de doar.

 

Tem tantas coisas aleatórias ou insignificantes que vamos deixando de lado e quando percebemos estamos lá de novo, abraçando. Como por exemplo o sentimento. Aquele sentimento antigo, que nos fez sofrer tanto e que agora nos deparamos pensado nele. Com o passar do tempo acabou virando importante. Ficamos nos questionando: Por que era insignificante, e agora virou importante? Será que não tínhamos fechado ciclos? Será que só tinha ficado adormecido e agora renasceu? Não sabemos. Tem coisas que é melhor deixar pra lá.

 

Renascer é o mais importante. Sabemos que quando renascemos estamos vivos. Viver é isto. Nascer, morrer, renascer e seguir em frente.

 

Rita Padoin