quinta-feira, 12 de maio de 2016
SER EU
Eu quero ser Eu
Mesmo que a vida
arranque de cada minuto
Um pouco da minha
sensatez
Eu quero ser Eu
Hoje, amanhã e sempre
Nesta e noutra vida
E em tantas e tantas
outras que porventura eu possa passar
Eu quero ser sempre
assim
Não quero mudar
Apenas evoluir
Crescer
E ter a plena certeza
de que o amanhã
Virá a qualquer momento
Mas o hoje, é o
presente
É o que eu posso
agarrar
Eu quero ser Eu
Assim, sem tirar e nem
por
Exatamente assim.
Rita Padoin
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domingo, 3 de abril de 2016
CAMINHO DESCONHECIDO
O
vento bateu na janela,
Forte,
abrasador e ameaçador
Despertou-me
e me levou pelos braços.
Mostrou-me
um caminho desconhecido
Cheio
de encruzilhadas,
Esquinas,
Ruelas
e
Desvios.
Ondulou
meus pensamentos.
Trouxe-me
a brisa,
Acariciou
as fantasias.
Despertou
o que estava adormecido
Segui
minha rota sem olhar para trás.
Rita Padoin
domingo, 20 de março de 2016
INDECISÕES
Já é quase fevereiro e uma angustia me dominou por
completo
Talvez seja este mês que passou e nem vi. Talvez seja
o nada.
Talvez seja mais um ano que passará tão rápido que nem
sentirei
Não sei dizer. Não sei mais nada. Tudo está tão vago.
Deixei recados mais uma vez e não obtive respostas.
Nada foi dito. Nem uma palavra, nem uma linha. Nada.
Apenas o vazio de uma noite de janeiro quente e
silenciosa
Meus olhos observam o nada. Não tenho palavras para
descrever.
Engoli seco e minha garganta doeu. Minha cabeça girou,
girou, girou e
Não consegui ver nada além de uma poeira que se
instalou bem na minha frente
São tantas interrogações, indecisões, dúvidas. Queria
fazer perguntas, muitas perguntas. Mas, ninguém
responde quando pergunto. Fico sem respostas.
Visualizo, sonho, busco, analiso e nada consigo de concreto.
Silencio apenas.
Meus olhos pesam. Calo-me. Submeto-me entre a loucura e a
insensatez. Talvez toda esta busca tenha me deixado um pouco desorientada ou
sem a certeza do que eu quero na verdade. Apenas aguardo silenciosamente.
Rita Padoin
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
MINGUANTE
Lá fora ainda é escuro. No céu apenas um fio dourado.
É minguante.
Amanhã talvez não a veremos mais. Apenas um céu negro
como a madrugada.
O eco apavorará os que dele tem medo e o som do
invisível emudecerá.
No pensamento apenas lembranças de uma noite que
deixará saudades.
O vento nordeste quebra o silêncio. Os olhos vagam, entre os vidros da janela aberta, ainda se consegue ver lá fora o balançar
das árvores.
O coração se agita e bate descompassado. O medo se faz
presente.
Uma vertigem percorre o corpo e a sensação é de frio.
Até o dia clarear ainda faltam algumas horas. Os
pássaros nem acordaram.
As folhas ao balançarem me reportaram há um tempo
passado.
A sensação é de bem estar. De tranquilidade. De
leveza. De levitação.
Um encontro de paz e de tranquilidade entre a alma e o
espirito.
Rita Padoin
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
RECOMEÇO
Uma visão, uma mão sobre o vidro da janela.
Um pensamento alheio, longe, vago, distante
Um destino a ser traçado, uma nova vida a ser definida
Olhos distantes buscam o vazio. Vidas não vividas.
É noite. A cidade acordara. O breu lá fora apavora
Às luzes ultrapassam as cortinas que através do vidro emolduram
a sala
O medo ficou do lado de fora. É tempo de repensar, de
ir além
O que estava guardado a sete chaves e o que estava
oculto vieram à tona.
O Jazz toca na vitrola. A nostalgia se fez presente.
O passado trouxe lembranças de um tempo que
desconhecemos
E que precisava ser vivido hoje. Resquícios de uma
vaga lembrança. Um filme.
Nossa música, um vinho na taça, um brinde, uma dança.
Uma caneta esquecida no móvel da sala. Um pedaço de
papel sobre a mesa
História para contar. Relatos que nem lembrávamos de que
um dia fez parte
Da nossa história. Vem. Chegou a hora. Precisamos
revirar as páginas
Recomeçar. Reescrever. Reinventar ou talvez deixar acontecer.
A madrugada se despede neste momento e eu preciso partir.
O que precisava terminar, o tempo se encarregou de
levar
Um novo período irá começar. Uma nova porta irá se
abrir.
Uma nova chave no chaveiro. Um novo tempo e uma nova escolha.
Uma nova chave no chaveiro. Um novo tempo e uma nova escolha.
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