domingo, 23 de junho de 2013

Oh Silêncio!...Rita Padoin

Oh silêncio!
Que tanto te calas diante da incerteza
Quantas noites ocultastes teus segredos
Dentro dos teus próprios temores.
Finges não saberes o que se passa
Fugindo do medo que te assombra
Não sabendo que o teu silêncio
É o teu próprio medo.
Juras diante de ti mesmo
Que nada sabes sobre o silêncio
Apenas foges das longas buscas
E enfrentas as tuas angustias.
Esqueces que o teu silêncio
É o remédio para tuas amarguras.

sábado, 22 de junho de 2013

Varanda...Rita Padoin

Na varanda sobre a rede verde oliva
Descansa o corpo cansado do homem
Que sobre ela observa o céu nublado
Do mês de janeiro tão esperado

Na boca o doce refrescante sabor
De morango derrete ligeiramente
Sobre o vento que bate sem nenhum pudor
Deixando sobre as mãos apenas o vazio.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vi...Rita Padoin

Vi homens calados,
Sofrendo com sua dor
Sem poder gritar
Enclausurados na sua própria cela
Vi em cada um o sorriso escondido
Apenas amargura e dor
Vi tantas lutas em vão
O medo e a solidão
Invadindo cada coração
Choros incessantes
Lágrimas de sangue
Fome e corrupção
Numa manhã acordei e
Vi a flor desabrochar
O gigante acordar
Gritando: a hora é agora
Acordem!!!
Chegou o momento
Vamos lutar
Por essa nossa ideologia
Que há tantos anos sonhamos...

domingo, 16 de junho de 2013

Há muito te Espero...Rita Padoin

Há muito te espero
Calma e serena
Como as noites amenas
Que espera o dia amanhecer.

Há muito te espero
Descalça sob a terra produtiva
Em companhia das flores outonais
Solitárias e pálidas pelos campos afins.

Há muito te espero
Entre as horas do dia
E o silêncio das noites frias que
Silenciosas esperam a nova estação.

Há muito te espero
Há! Como eu te espero,
Sorrindo entre o tempo e o intervalo
Que parece não querer passar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Canto...Rita Padoin

Canto porque o canto encanta
Eleva o encanto da alma
Canto porque o som suave de cada nota
Leva as incertezas em suas melodias

Para cada canto um soneto
Para cada luz um raio eterno
Nas nuances do teu querer
Verte em mim teu encanto

Danças leve em meu sonho
Como um breve sopro de outono
Cada folha, cada flor, cada ramo
Mortas para o renascimento

O meu canto suave te encanta
Quando toco em meu canto sem pressa
Dou-te todos os meus versos
Cantados num só poema...