sábado, 28 de fevereiro de 2015

TEMPO DE ESPERA

Olha quanta emoção
A vida nos reservou!
Nada foi planejado
Apenas aconteceu
Sem intenção
Sem delongas
Sem interferências.

Foi o tempo de espera
Entre o ontem e o agora
Pareceu-me distante
Inalcançável
Impalpável
Porém, aconteceu
Como tinha sido planejado
Pelo tempo
Pela vida
Pelos deuses.

Chegou à ocasião
De festejarmos
Que seja então um tempo
De festas
De brindes
De felicidades.

Rita Padoin

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MOMENTO ÚNICO

O tempo lá fora
Está carrancudo
Sob a árvore um pássaro gorjeia
Apenas amanheceu
A cidade ainda dorme
Não se distingue a cor do céu
O sol dorme no colo do horizonte.

A música toca calmamente
Ela está a uma altura
Que consigo ouvir
O pássaro na árvore
Os sons se misturaram.

As badaladas anunciam
O amanhecer e o compromisso
De ir para a labuta
A hora chegou
Ficará apenas na lembrança
A música e o gorjear do pássaro.

Rita Padoin

domingo, 1 de fevereiro de 2015

VENTO NEGRO

A vida é muito maior que as quatro paredes deste quarto.
Lá fora o destino tem pressa, pressa de libertação
O vento negro está se aproximando com muita rapidez
Avisou-me que sua chegada será cheia de intenções.

Não me surpreendi muito com a novidade
Apenas imaginei que seria uma tempestade passageira
Que chegaria para revirar toda uma estrutura
Planejada para as mudanças e iria embora.

Enganei-me ao pensar desta forma
O nosso destino tem nossa vida em suas mãos
Sem dar oportunidades para que seja do nosso modo
Convivemos e aprendemos a lidar com a situação.

A data da chegada do vento negro se aproxima rapidamente
Deixou rastros ameaçadores de devastações
Porém nada que interfira internamente
Somente um adeus de uma para outra vida.

Rita Padoin
https://www.facebook.com/ritapadoinpoeta

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

TAMBORILAR DA ÁGUA

De repente o céu escureceu e o tempo mudou muito rápido. De um calor que trincava a terra, a uma temperatura amena. Quase frio. As nuvens ficaram densas e o vento cantou mais alto que de costume. A água da chuva está revolta. O vento virou e todas as árvores dançam ao mesmo ritmo, frenético. Parece outono.
 
Da janela apenas observei o bambolear da chuva que batia no chão. Fechei as janelas e não deixei uma única fresta por onde pudesse penetrar o som do vento, o murmúrio das folhas, o gorjear dos pássaros ou o toc toc dos passos passando pela rua.
 
Continuei observando atentamente as mudanças bruscas. A chuva aumentou a sua intensidade e a música que tocava quase não se ouvia. A rua ficou um tapete molhado que formavam ondas em contato com o vento. A grama se levantou para ver o que estava acontecendo.
 
Desliguei a música e apenas fiquei a ouvir o som da água tamborilando sobre a terra...
 
Rita Padoin

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O AMOR

O amor
É como amar
É como o mar
É como o ar
É como o a
É como o
É como
É.....amor enfim!

Rita Padoin

______arte de catrin-welz-stein

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

RENASCIMENTO

Minha eterna caminhada vem de sombras
Cujas noites enfim deleitam meu ser.
Imponderáveis és tu presas imóveis
Sustentam meus amores ocultos.

Renasço dia a dia em cada momento
Reinscrevo minha história perdida
No passado de grandes mistérios
Sou senão os ramos do jardim escondido.

Oh! Poderoso rei das profundezas
Não destrói as cavernas de onde escorrem
As águas límpidas e cristalinas
Habita em mim o líquido transparente.

Rita Padoin

___________arte Salvador_Dali

MINHA EXISTÊNCIA

Se no final da minha existência
Restar-me apenas a minha ansiedade
Perturbar-me-ei ao final de cada dia
E aflita me tornarei enfim.

Se fantasias forem criadas por meios ilícitos
Verdades ocultadas ofuscando meu entender
Dilatarei todas as inverdades desnecessárias
Cultivarei apenas aquilo que florescer.

Se a revolta se abrigar entre as linhas imaginárias
Correrei por entre os campos sem fim
Darei todas as minhas forças e lutarei contra
Monstros que apenas eu mesma criei.

Enfraquecer-se-ia durante as lutas
Persistirei na ânsia de ganhar a batalha
Buscarei apenas o amor pela vida
Assim terei o eterno e belo entender.

Rita Padoin