📚 As nove obras publicadas neste projeto:
📖 As Musas do Vale
📖 Destino Incerto
📖 Entrelinhas
📖 Espírito Rebelde
📖 Hierofania
📖 Nas Asas da Poesia
📖 Nas Invisíveis Asas da Inspiração
📖 Pérolas
📖 Trajetória do Tempo
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ALGUNS ENCONTROS ACONTECEM POR ACASO. OUTROS SÃO ESCRITOS PELO DESTINO.
Nada melhor do que acordar todas as manhãs e abrir a janela da alma para retirar a poeira que se acumulou durante o dia e que precisa ser varrida. Sacudir forte e fazer aquela faxina: deixá-la com brilho, cor e harmonia.
Essa limpeza é necessária para a saúde do nosso corpo e do nosso espírito – uma junção essencial para sobrevivermos neste mundo cheio de impurezas, incertezas, individualismo, desunião e guerras interiores.
Percebemos quando chega a hora desta faxina porque nosso corpo, cansado e sem condições de continuar, pede socorro.
Quando fazemos, iniciamos uma nova fase – fase em que compreendemos o longo caminho que ainda temos a percorrer. Um caminho com a missão de ajudar o nosso próximo, como uma corrente de amor e fraternidade. Assim, abrimo-nos a novas experiências e a uma nova visão de um mundo melhor.
A limpeza da alma nada mais é do que AMOR. Amor ao próximo, amor pela vida, amor que derramamos ao longo do caminho, deixando fragmentos para serem recolhidos e compartilhados. Fragmentos que despertam saudades de quem os plantou.
Rita Padoin
Do Livro "As Musas do Vale"
Quero ser uma gaivota com
plumagem prateada. Planar nesta imensidão, fazer acrobacias e abraçar o mundo
com minhas asas. Ir ao encontro da liberdade que espera, ansiosa, por minha
chegada.
Alçar o voo mais rasante e
incrível que jamais alguém poderia imaginar. Bater as asas sem me importar com
o cansaço. Gritar sabendo que alguém me ouviria – e que meu grito soaria como
música aos ouvidos de quem me acompanha.
Pousar nas mais
infinitas ilhas oceânicas. Dançar ao som do vento e deixar-me levar pela brisa.
Ter o privilégio de
contemplar as mais belas paisagens, os desenhos maravilhosos traçados pelas
mãos do Senhor do universo – e ainda assim duvidar que tamanha beleza pudesse
ter sido projetada.
Voar, voar, voar, e jamais
cansar de sobrevoar os mares, ilhas e planícies. Das alturas, veria embarcações
deslizando pelos oceanos, seguindo sua rota enquanto o sol desponta assim que a
madrugada se despede com um aceno afetuoso.
Ser observada sob olhares
investigativos de quem gostaria de estar no meu lugar sobrevoando o céu
infinitamente azul. Sentir as nuvens tão próximas quanto o meu próprio coração,
que bate acelerado dentro do peito.
Elevar, elevar,
declinar; sentir o brilho do farol iluminando a orla; respirar o cheiro da
maresia; ouvir o mar batendo nas pedras; admirar o brilho da noite estrelada e
a lua com sua magia.
E quando o dia findar, e o
sol se pôr deixando o seu rastro dourado, o cenário do entardecer aclamará em
coro os suspiros de todos os que o contemplam.
Continuarei voando, voando,
voando, até que minhas asas não aguentem mais. Então, pousarei para meu eterno
descanso nas ilhas do pacífico.
Rita Padoin
Do Livro "As Musas do Vale"
Nem sempre a história se repete. Às vezes, ela se
reinventa ou se manifesta de outra forma. As histórias são feitas de momentos
imprevisíveis, que acontecem de maneira inesperada. Surgem sem sabermos de onde
vieram e, muitas vezes, sem sequer percebermos quando começaram.
Nem sempre planejamos os acontecimentos da vida. Na
maioria das vezes, ela nos surpreende, conduzindo-nos por caminhos que jamais
imaginamos percorrer. Quando nos damos conta, já estamos no meio do processo. E
é justamente essa imprevisibilidade que nos surpreende, principalmente quando
não estamos atentos aos sinais que a própria vida nos oferece.
Para compreendermos tudo isso, é preciso acreditar
que cada experiência carrega um propósito. Nada acontece por acaso. Cada
encontro, cada desafio, cada perda ou conquista tem uma razão de existir e
contribui para o nosso crescimento. Entender esse processo é reconhecer que, a
cada etapa, nos tornamos mais fortes, mais conscientes e mais preparados para
seguir adiante.
Esse entendimento nos ajuda a permanecer firmes
diante das dificuldades, impedindo que caiamos ou desistamos daquilo que nos
foi destinado. Afinal, a vida não nos conduz por um caminho sem sentido; ela
nos prepara para sermos exatamente quem estamos destinados a ser.
Rita Padoin
Reviver toda a minha história seria como desfolhar
páginas amareladas e relê-las com calma. Às vezes, nosso passado pede
lembranças; em outras, apenas o esquecimento de tudo o que aconteceu. Os bons
momentos permanecem na memória como instantes que gostaríamos de reviver para
sempre, ou como se o tempo pudesse congelar, mantendo-nos ali, eternamente. Já
os momentos difíceis preferimos evitar, mas esquecemos que foi justamente por
meio deles que demos o primeiro passo para seguir em frente. As feridas são
professoras silenciosas que nos orientam e nos fortalecem.
É claro que, muitas vezes, só percebemos a presença
dessas professoras quando nos vemos novamente diante de uma queda. Porque
sempre haverá um novo tropeço, uma desilusão, uma tristeza. São os ensinamentos
da vida, lembrando-nos de que só evoluímos ao atravessar cada desafio que ela
nos apresenta.
Viver é assim: correr riscos, tropeçar para olhar
com mais atenção o caminho que estamos percorrendo. Talvez seja uma desilusão
amorosa, uma decepção familiar ou qualquer outra dor que nos faça entender que
o amor também é feito de críticas, desencontros e aborrecimentos. Para nos
tornarmos adultos fortes, primeiro seremos esmagados pelas circunstâncias e,
depois, polidos por elas. É esse processo que molda quem realmente somos.
Rita Padoin