quinta-feira, 2 de julho de 2026

Medo, palavra pequena

Porque esta palavra tão pequena e simples nos dá tanto temor? Tanta angústia? Por que vivemos rodeadas diariamente de medos e inseguranças?

 

Tudo que é novo para nós, gera expectativas, inseguranças, medos e angústias, não estamos acostumados e preparados para as mudanças e isso nos põe em reflexão sobre muitas coisas que a vida sugere ou coloca no nosso caminho para ver se conseguimos e temos a coragem de enfrentá-la ou não.


Enfrentar o novo nos deixa reflexivos e com muitos pontos de interrogações: Como será? O que nos espera? O que têm lá na frente nos aguardando? Será que estamos preparados para isso? Será que é o melhor?

Pois é, somos humanos e como seres humanos, fraquejamos e nos sentimos inertes a maioria das vezes. No caminho sempre encontraremos dificuldades e tropeços, não adianta fugirmos do que o destino já traçou, sabemos disso, só que fazemos questão de não lembrar, pulamos sempre esta parte...risos porque buscamos a perfeição.

 

Buscamos aquilo que nos faz bem, aquilo que chamamos de felicidade, esta corrida pela busca da felicidade exterior faz de nós marionetes da vida.

Quando nos damos conta o medo tomou conta de nós, não era para termos medo, a vida é tão simples, está aí pra gente viver, tudo foi nos dado de graça, então porque sofremos tanto?


Como diz Buda, sofremos porque desejamos, se contermos o desejo com certeza não teremos sofrimento e com isso o medo deixará de nos perseguir.


Rita Padoin

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Momentos

Existem momentos inesquecíveis.

Outros, nem tanto.

E ainda aqueles que nos deixam arrasados.

 

Os momentos são os mesmos,

Mas para cada um,

Um novo despertar,

Um novo olhar,

Uma nova oportunidade,

Um novo acontecimento.

 

Momentos são instantes intitulados

Para que vivamos intensamente,

Ou deixamo-los escorrer pelas valas comuns.

Depende apenas da nossa ótica entendê-los

E fazer deles o melhor.


Rita Padoin

Do Livro "Nas Asas da Poesia"

terça-feira, 23 de junho de 2026

Percebeu a vida?

Percebeu o quanto a vida nos impulsiona para que os encontros sejam perpetuados? Eles chegam inesperadamente e, em solenes púrpuras, vêm celebrar o instante. Este momento pareceu-me apenas um reencontro com gosto de improviso. O prazer foi todo meu. Não precisava tanta formalidade. Não marcamos nada; a própria vida encarregou-se de nos encontrar.

 

As paredes antigas e aqueles móveis — dos quais nem me lembro de já ter passado por ali — permaneceram na lembrança. Foi um prazer conhecê-lo. Nossos elos perdidos acabaram de desfazer todas as formalidades. Que bom que o momento foi leve e prazeroso. Percebi que também ficaste surpreso com a situação.

 

Apesar de sermos como o vento, livres e sem direção certa, muitas vezes buscamos o paradeiro de uma bela história inacabada. São nossas inverdades diante das verdades que o tempo deixou para trás. Apenas desejamos momentos que não interrompam nossa liberdade.

 

Assim somos nós: às vezes ventos leves, noutras vezes furacões. Talvez seja por isso que combinamos tanto. Nada impedirá que sejamos exatamente aquilo que o momento reservou para nós: uma surpresa constante.

 

Rita Padoin

sábado, 20 de junho de 2026

Nada Restou

Nada restou na sala de estar.

Nada restou no quarto,

Apenas as marcas do passado.

 

São as lembranças,

Que me atormentam.

 

Passo pelo corredor escuro,

E a claridade da lua

Bate na parede,

Pela janela da sala.

 

Cadê você!

A casa está vazia.

O sono não vem.

 

Ouço a música,

Que vem lá de fora.

 

A janela está aberta.

A noite é longa,

A madrugada se estende.

 

Ouço passos

E o sono não vem.

 

Quem sabe, se você estivesse aqui,

A noite seria breve.

O tempo pararia,

Restaria apenas,

O nosso momento.

 

Rita Padoin

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Amor sereno e forte

Ao decidir escrever-te, uma onda gigantesca se apossou de mim. Entre a dúvida do que dizer e a certeza do que sinto, deixei que a alma conduzisse a mão. O agora escorre sobre o papel, não é tinta, é o meu sentimento. Enquanto a caneta desliza, o papel deixa de ser apenas papel – torna-se a extensão de mim, forma do meu amor, da minha paixão, do meu sentir de mulher.

 

Escrever sempre foi mais fácil do que falar. As palavras escritas permanecem: as ditas, o vento leva.

 

Meu sentimento por ti cresce a cada dia. Sentimentos são poemas recitados com o coração – um salto no vazio, mas sem medo da queda.

 

Queria dizer tantas coisas e ao mesmo tempo, temo não saber como. Tento desenhar em palavras suaves, a revolução que se formou aqui dentro. Tudo começou com um pensamento leve, quase distraído...depois daquele olhar.  Desde então, tudo mudou. Meu mundo mudou. Eu mudei. Não me reconheço mais. Meu sentimento que antes era só meu, agora metade é teu também.

 

Este amor, que dorme dentro de mim, quer se libertar – ir em busca da sua outra parte. Ele é puro, sensível, acolhedor. Um amor que está a tua espera.

 

Há dentro de mim um amor sereno e forte, puro e acolhedor, que deseja se libertar – atravessar o oceano para te encontrar, atravessar o tempo e a distância – para encontrar essa outra parte que tanto espero.

 

Escrevo-te esta carta como uma forma de derramar entre essas linhas meus segredos mais profundos, esperando um dia que minhas palavras te alcancem. E quando leres, saberás que não é apenas meras palavras, mas um coração que te espera ansioso.

 

Meu amor te espera.


Rita Padoin

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Quem sou Eu?

Escrever sobre nós é tarefa deveras difícil, sobretudo porque somos mutáveis. E, aquariana como sou, já viu, né? Estou sempre em busca de algo que movimente as águas paradas. Apesar de apreciar profundamente o silêncio, também anseio por crescer e evoluir, buscando o novo — e esse novo, quase sempre, dá uma guinada no que parecia estável.


Esta sou eu: nada convencional e tudo ao mesmo tempo.

Quem quiser me conhecer um pouco mais talvez encontre, nas entrelinhas do que escrevo, um fragmento meu. 

Rita Padoin