quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Dúvidas

Foste o peso exato das minhas decisões.

Nada mais fora igual. Tudo teve uma explicação.

Mesmo que sem nexo e sem entendimento

Entendi todo o processo, sem tirar e nem pôr

São os passos longos e os pensamentos curtos

Que envolveram aquele monte de perguntas sem respostas

Quantas interrogações eu vi. Todas no ar, voantes.

As respostas não vieram e nem as dúvidas consegui tirar

Nada. Nem um dedo em riste para me fazer calar

Ou um aceno de cabeça para eu saber para onde ir

Só o vazio de uma noite sem fim e as dúvidas.

 

Rita Padoin



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Terras Desconhecidas

Precisei viajar para um lugar onde o ponto mais sensível da minha lucidez me encarasse. Entre as águas turbulentas e as serenas, as certezas e as incertezas se encontram de certa forma. É a sinergia que engloba o todo e não as partes. Entro em terras desconhecidas encaro o breu como um passo a alcançar a minha luz. Nas estradas íngremes caminho devagar com receio e nada encontro de concreto. Tenho meus momentos de paz e meus de guerra, mas minhas lutas são sempre intensas e apaziguadoras.

 

Rita Padoin

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Meus Silêncios

Faço dos meus silêncios, meus momentos. Lá, bem lá no centro de tudo, consigo me religar com aquele que me protege e me ampara. Lá, me concentro e faço minhas meditações. Assim, consigo me reerger e recomeçar de onde parei. Com a mente leve, consigo ter força suficiente para encarar o que vem pela frente. Cada segundo que o relógio avança é um segundo a mais. Um segundo apenas para desestruturar toda aquela sintonia se eu não estiver em equilíbrio.

Dentro dos meus silêncios faço minha morada. Reconecto-me e todas as minhas dúvidas são sanadas, uma a uma. Meus dias se tornam leves e minhas energias revigoradas. 

 

Rita Padoin

sábado, 13 de setembro de 2025

Sem medo de ser feliz

     Lamento, mas ter que me entregar sem uma garantia, seria o mesmo que estar vulnerável no meio de uma catástrofe e acabar sendo devorada ou morta. Desculpa-me, não estou à disposição para algo tão inusitado e inseguro. Procuro alguém que me queira por inteiro, sem ressalvas e sem medo de se entregar ou viver algo novo. São as minhas condições. Entregar-me sem saber onde vou me meter é algo que nunca esteve na minha lista de desejos. A não ser que a outra parte queira na mesma proporção. Ai sim, a entrega será total. Sem medo e sem delongas. Viver é assim, perigosamente atraente, porém sem ninguém sair machucado. Esta é a minha intenção. Entrega de corpo, alma e espírito.

          Portanto, ou entra com tudo ou nem se arrisca. Meios termos não combinam comigo. Sou uma mulher que vive sem medo e ser feliz e de se entregar quando há sentido. Quando há conexão. Vivo para o hoje. Geralmente, fico quietinha apenas observando ao meu redor e analisando todos os pormenores. Agora, quando eu sinto que o terreno é seguro, vou em frente sem olhar para trás. 

 

Rita Padoin

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Amor Adormecido

Vivi e morri muitas vezes

Cresci e me limitei outras.

Em cada segundo, suspirei

De emoção e de felicidade.

Tempos bons que não voltam

Mas, permanece dentro do peito

E na minha mente imaginativa

O jardim está morto, pois o inverno

Varreu para um canto e a primavera

Está quase batendo na minha porta

E as flores mortas hoje, florescerá amanhã

Como meu amor que hoje está adormecido.

 

Rita Padoin




segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Olhos Mar

Um dia, em pleno verão,

Encontrei um par de olhos

Que atravessaram minha alma.

Aqueles inesquecíveis olhos mar

Encontraram-se com os meus 

E naquele momento, tudo ficou nítido.

Não precisou de explicações

Ou de estudos para entender

O que estava escrito ali

Ninguém percebeu, apenas nós dois

E a noite como testemunha.

Não tinha nem uma brisa para reter o calor

Que emanava de nossos corpos.

Nem a lua como testemunha,

Apenas algumas estrelas naquele céu negro

E nós dois com a uma distância remota.

 

Rita Padoin

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Desejos Embalados

Tuas decisões estão a flor da pele

Teus desejos embalados por uma sacola

Medos e vontades aliados na mesma sintonia

Quantos desejos vão e vem!

Vê, ainda temos um caminho a seguir

Uma vida pela frente

O destino nos reservou esse enredo

Sê alguém com coragem

Vamos enfrentar esse medo juntos

Não adianta protelar

É o amor que nos chama.

 

Rita Padoin