Vivemos
em fases obscuras
Lutamos
para encarar as inconstâncias.
Ao trilhar
o caminho levamos um pouco
Do
que ele nos apresenta.
Levamos
da dor ao auge da iluminação.
Levamos
da vida o néctar doce
Como
o amargor das nossas indecisões.
Rita
Padoin
Vivemos
em fases obscuras
Lutamos
para encarar as inconstâncias.
Ao trilhar
o caminho levamos um pouco
Do
que ele nos apresenta.
Levamos
da dor ao auge da iluminação.
Levamos
da vida o néctar doce
Como
o amargor das nossas indecisões.
Rita
Padoin
Nem
sempre a vida se apresenta como desejamos
Nem
sempre o dia amanhece de sol
Nem
sempre acordamos bem humorados
Nem
sempre a noite está estrelada.
Diante
das inconstâncias da vida
Estamos
sempre na corda bamba
Ou
encaramos ou desistiremos de viver
Entre
uma e outra, encarar é o correto.
Rita
Padoin
Conheça-te
e domina-te.
Assim
diz o grande Mestre da filosofia.
Foco
da vida ao conhecimento humano.
Buscas
internas para se chegar ao alvo.
O
autoconhecimento nos levará ao auge
E o
alvo atingirá o centro do todo.
Rita
Padoin
Fim de tarde nostálgico.
O sol colore o céu e
O dia finda-se festivamente.
A mudez da noite revela segredos.
Entre as horas e o tempo
Há o intervalo das buscas.
Entre os sonhos e a realidade
Um nostálgico momento de reflexão.
Rita
Padoin
Sempre haverá floração
Independente de quaisquer circunstâncias.
Sempre haverá solução
Para todos os inconvenientes.
Sempre terá um caminho a seguir
O importante é saber chegar ao destino.
Sempre seremos agraciados
Se soubermos proceder com sabedoria.
Rita Padoin
Num tempo não muito distante
a minha vida tinha tomado um outro rumo. Uma outra direção. Uma direção oposta
do que eu tinha planejado. Fiquei presa. Presa a correntes tão fortes que não
conseguia me mexer. Não conseguia dar um passo além. Não conseguia viver do
jeito que eu imaginava. Tinha planos e não podia pô-los em prática. Tinha tantas
coisas para fazer! Como eu tinha! Mas, meus braços estavam amarrados. Eu estava
sem forças. Por que meu Deus? Por que? O que eu fiz para ter que ficar aqui? Questionava-me
diariamente. Fazia perguntas e queria respostas. Não conseguia obtê-las e isto
me deixava arrasada.
Do jeito que a minha vida
estava, se eu quisesse chorar, não podia, tinha que sufocar o choro. Se eu
quisesse ficar só, não conseguia. Se eu quisesse ficar quietinha no meu canto
não tinha como, porque nem quarto eu tinha mais para me trancar e soluçar até não
aguentar mais. Minha vida tinha sido invadida. Até meu espírito estava
acorrentado. Não conseguia me livrar das correntes. Ele estava sangrando.
Doente. Calado. Estava tão triste que eu tinha até pena dele.
Um dia tudo isto se acabará. Tudo
terá um fim. Tudo tem. Por que a minha não teria? Até porque temos uma cruz para
carregar. Um ciclo para fechar. Uma história para terminar. São as lutas de um
tempo que já havíamos determinado e que precisamos dar o enfoque necessário. Só
assim, teremos paz. A paz que nos levará ao auge na nova felicidade.
Rita Padoin
Em
tempos de guerra,
Apenas
o silêncio.
Em
tempos de buscas,
O
amor se faz presente.
Cada
passo, um sussurro.
Cada
olhar, um longo
E
silencioso momento
De paz e de busca.
Rita Padoin