Verão. Um tempo de espera. Uma sentença.
Uma luz vertical reflete entre as paredes sombrias
E as mãos entre os vidros sobre o balcão familiar.
Brindes, risos, olhares, balbucios.
O grito da noite embala a nostalgia.
Apenas um olhar e a alma encontrou refúgio
Dentro daquele momento em que o passado
Pareceu tão íntimo e tão aconchegante.
Um sentimento
Uma distração aleatória
Entre o agora
E o que já existiu.
Rita Padoin

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