Eu amo alguém sem rosto, sem corpo e sem nome. Amo
como se o próprio amor me abraçasse. É um sentimento que não sei explicar, mas sinto,
com certeza, que ele existe. Está em algum lugar deste mundo ou talvez além
dele. É como se nossas almas se reconhecessem nessa travessia silenciosa, ainda
sem encontro, mas já entrelaçadas no invisível.
Não é como o amor carnal. É encontro de essência, de
espírito, onde não há distância nem tempo. Ali, nos reconhecemos, nos entregamos,
e nos alimentamos desse laço sutil.
Assim como o corpo precisa do alimento físico, a
alma também busca o seu sustento. E é nesse amor invisível que ela se fortalece,
se nutre e continua a existir.
Rita Padoin

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