terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A Corda

A corda vai, a corda vem,

E no balançar,

Um pulo aqui, outro acolá.

 

A menina de saia rodada

Cruza os pés no enlace na corda.

A fila anda, à espera da vez.

 

Um pulo aqui, um acolá

E, no ziguezague dos quadris,

A criançada se agita.

 

A corda se movimenta freneticamente,

Agora de dois em dois.

Um pulo aqui, outro acolá.

 

A corda vai, a corda vem.

A corda sobe, a corda desce.

As mãos se movimentam

Num giro de 360 graus.

 

No ar, vai desaparecendo

O vai e vem da corda.

 

Rita Padoin



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Eu Morrer

Quando eu morrer,

Cantem, dancem,

Bebam até cair.

Quero todos bem felizes.

 

Nada de caixão –

Não quero ficar sufocada

Incinerem meu corpo

E me lancem no mar.

 

Toquem violão,

Bateria e pés no chão.

Deem as mãos

E gritem de emoção.

 

Rita Padoin

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Leveza do Amor

Estaria mentindo se dissesse que não acredito no amor

Ele se encontra entre as fissuras estreitas que permite a

Passagem de luz e de ar, variando da profundidade.

Ah! O amor. Sentimento que nos leva ao céu e ao

Inferno em questão de milésimos de segundos.

 

Num piscar de olhos sonhamos acordados

Com uma vida cheia de intensidade

Alguém nos elevando nas asas da emoção

Pesquisamos entre as linhas nossas duvidas

Mas, só o tempo nos dirá se realmente era o amor.

 

Entre altos e baixos vamos seguindo na descoberta

Desse amor que tem se confundido com a paixão.

Só que o amor é leve, livre, solto e paciente

Isto prova que somos desconhecedores de que

O amor é simplesmente a nossa evolução.

 

Rita Padoin




domingo, 11 de janeiro de 2026

Goethe e o Ouro

Brotam os filhos da terra.

Deles nascem os frutos:

Doces como o néctar,

Dourados como o sol.

 

Colhidos no verão escaldante

E adormecidos na escuridão

De uma noite sem fim.

 

Canta, de dentro da garrafa,

A alma do vinho aprisionada –

Bebida dos deuses do Olimpo

Que eternizava a vida.

 

Brindes e risos.

Abraços e aconchegos.

Nostalgias.

 

A poesia líquida é derramada em taças,

Deixando seu brilho

Reluzente como ouro

E o aroma do vinho Goethe.

 

Rita Padoin 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Doce Estação

Esta estação é tão doce! Tão intensa!

Traz a nostalgia de um passado distante.

A chuva que torrencialmente lava a terra,

Lava também as minhas emoções.

 

Caminhas a passos lentos e cabisbaixo.

Trazes nas mãos, flores. No peito, a saudade.

O tempo acompanha revelando todos

Os segredos de um passado distante.

 

Rita Padoin