Brotam os filhos da terra.
Deles nascem os frutos:
Doces como o néctar,
Dourados como o sol.
Colhidos no verão escaldante
E adormecidos na escuridão
De uma noite sem fim.
Canta, de dentro da garrafa,
A alma do vinho aprisionada –
Bebida dos deuses do Olimpo
Que eternizava a vida.
Brindes e risos.
Abraços e aconchegos.
Nostalgias.
A poesia líquida é derramada em taças,
Deixando seu brilho
Reluzente como ouro
E o aroma do vinho Goethe.
Rita Padoin




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