quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Pálida de Espanto

Da janela, contemplo, pálida de espanto,

O céu iluminado, carregado de estrelas.

Ao me deparar com tamanha beleza e inspiração

Cortejo com os astros, como se a ti cortejasse.

 

Relembro, coberta pelo manto escuro da noite,

O mistério que me envolve e me acaricia.

Amorosamente, como se fôssemos amigos íntimos

Buscando acalento e relembrando um passado.

 

Altas horas e os fantasmas me atormentam.

Iludida. Atormentada. Desfaleço entre o caos

E a tórrida lava de um extenso vulcão

Que pertence a um mundo interno e incerto.

 

O muro de silêncio divide dois mundos sepulcrais.

Minhas mãos suadas e trêmulas o empurram,

Sem sucesso. Exausta, reclino e o incerto sentimento

Esvai-se entre a noite e o silêncio da madrugada.

 

Rita Padoin

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Noite Invernal

A lua alta brilha no céu negro.

O vento corta em rajadas intensas.

Sobre os ombros, um xale de lã

Aquecendo a fria noite invernal.

 

Rita Padoin

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A Verdade

A verdade nua e crua vive às margens do caminho

Quantas luas ainda passarão, quantos sóis nascerão.

Quantas vidas serão levadas e quantas ainda virão.

Só o tempo sagrado poderá nos dizer.

 

O caminho estará livre, sempre estará.

Os passos serão lentos e o vento cantará friamente.

Os olhos se abrirão e o medo tomará conta

Do momento e da nossa imaginação.

 

São as verdades nuas e cruas descortinadas

Pelas mãos do homem sofrido que caminha cabisbaixo.

Quantas e quantas noites mal dormidas e

Quantos pesadelos dominaram sua mente.

 

Assim vão passando os dias, as horas e as noites.

Os pesadelos e os sonhos serão levados juntos.

A imaginação e as nossas mãos estendidas

Tentarão buscar e trazer para perto, os sonhos.

 

Rita Padoin